domingo, 4 de novembro de 2012

Trancoso - Porto Seguro - Bahia - Nordeste - Brasil

Salve!

Estamos aqui para contar os contos e causos de mais uma apresentação de Babi Jaques e Os Sicilianos por nosso grandiosíoso Brasil. Hoje é a vez de falarmos do show que realizamos no dia 10 de novembro de 2011 em Trancoso, no sul da Bahia.

Reza a lenda e a história - segundo alguns estudiosos - que a esquadra de Seu Cabral quando veio de além-mar desembarcou por aquelas bandas, tomando posse do Brasil em nome de Portugal. Mesmo sendo o "primeiro" local onde os habitantes do velho continente aportaram, o povoado que lá existe tem origem em uma aldeia fundada somente em 1586. 


Trancoso, que faz parte do município de Porto Seguro, foi redescoberta na década de 1970 pelos chamados hippies. À época, a comunidade se resumia ao quadrado e a igrejinha de São Sebastião. O Sítio histórico ainda persiste, contudo, diferente de outrora, hoje ele é ocupado por grandes grifes, caros hotéis e residências de seres humanos com grande poderio financeiro. 

Mesmo com toda a mudança política e social do local, é inegável a beleza e o encanto que ele trás para os nossos sentidos.


Tratemos de nossa apresentação: Estávamos hospedados no centro de Porto Seguro e ficamos impressionados com a infra estrutura criada por grande corporações, naquele local, para receber e entreter os turistas do tipo "Pacote Turístico".

Nossos momentos por lá foram de chuva intensa e somente no dia de nosso show é que tivemos a oportunidade de andar um pouco pela vila de Porto Seguro, ainda assim, para pegarmos o transporte que nos levaria até o local do show. Nossos equipamentos seguiram de van, na frente, e nós rumamos mais calmamente, primeiro de barquinho e depois no ônibus que liga Arraial d'Ajuda à Trancoso.

Quando chegamos em Trancoso já era noite. Só deu tempo de jantar, armarmos o Circo, colocar o figurino e entrar em cena. Nosso espetáculo aconteceu no São Brás, uma renomada casa local que já recebeu shows de diversos artistas nacionais e internacionais.

O mais curioso desse concerto foi a oportunidade de tocar pra pessoas de todas as partes do mundo. Eram Italianos, paulistanos, gaúchos, cariocas, espanhóis e até pernambucanos de Olinda. Ta vendo, tu?
Entre os paulistanos, estava o cineasta José Teixeira, com que mantemos contato e que ainda vai fazer um clipe nosso, não é Zé? Ah! E ainda teve uma cartomante gringa que leu a mão de Babi e disse que em sua visão estávamos ao lado de Serginho Groisman. Dá pra tu?

Pois bem, fica registrado aqui mais uma grandiosa experiência vivida nas estradas, nos rios e nos mares desse país. Infelizmente, não tivemos a oportunidade de ver Trancoso de dia, pois logo após o show retornamos à Porto Seguro. Mas ficou a linda lembrança de cruzar o rio de balsa com o sol nascendo a nossa direita...


 Quadrado de Traconso

Isso é tudo, pe-pe-pe-pe-ssoal! Até a próxima e Ciao!

Ps. Essas fotos não são nossas. Econtramos pelo mundo virtual cibernético. Se alguma delas for de sua autoria, por favor, entre em contato conosco para receber o devido crédito ou removermos do blog. Agradecidos desde já pela compreensão.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Domingo de Cabeça pra Baixo pra deixar Faustão Falando Sozinho


Olá!

Mesmo com quase um ano de atraso nas postagens, continuamos nossa saga de tentar falar de cada apresentação que realizamos pelo nosso Brasil.

Aqui estamos noise para falarmos de mais uma… Hoje é a vez de Salvador. 

Isso mesmo! No dia 6 de Novembro de 2011, domingo, Os Sicilianos desembarcaram na Soterópolis via BR-324, Av. ACM e Av. Paralela.

Seguindo as indicações telefônicas de um tal de Irmão Carlos, pouco à pouco, de quilômetro em quilômetro, de rua em rua, finalmente chegamos à Boca do Rio, mais precisamente no Marback.

Lá, literalmente nos sentimos em casa: um início de tarde ensolarada e tranquila, cheiro de comida no fogão, gente risonha falando alto, te tratando como o mais íntimo dos amigos, com muito calor humano e um copo de cerveja estupidamente gelada para os visitantes. De lá de cima, do Centro Cultural Dona Neusa, dava para contemplar Salvador, em um cenário que lembrava, e muito, o Alto José do Pinho, nosso refúgio semi-secreto... 

O Complexo Cultural Dona Neusa é constituido do estúdio Caverna do Som, do Bar da Piscina, do Terraço superior com vista para o Oceano Atlantico e da residência de Neusa, Carlinhos, familiares e agregados. Esse lugar seria o palco onde, mais tarde, no cair daquele lindo Domingo, apresentaríamos o nosso espetáculo no "Domingo de Cabeça pra Baixo - Faustão Falando Sozinho", junto com os mineiro da Monograma e a banda de nosso anfitrião. 

O evento que ocorre há mais de 8 anos na Casa de Dona Neusa é organizado pelo seu filho, Carlinhos. Em algum domingo de cada mês, ele se apresenta com sua banda "Irmão Carlos e O Catado"(Conheça um pouco mais clicando aqui) e recebe artistas de todo o Brasil dispostos a apresentar seu show, performance, espetáculo ou o que o valha, de forma gratuita, a um público ávido por experiências novas. A produção ainda conta com o cenário sensacional do artista plástico Klauss Shuenemann. Tudo isso com o dominical Domingão do Faustão passando em um televisão colocada de cabeça pra baixo no palco. 

Sinceramente, o caminho artístico que desejamos trilhar nos trás diversos ônus e bônus, mais bônus que ônus, é verdade. Ter a liberdade de participar de ações como essas e conhecer pessoas como as que tivemos o prazer de conhecer no Marback, reforça a consciência de que estamos no caminho que acreditamos ser o certo. O evento é sensacional. Realizado com uma verdade tão grande que não há como não se emocionar em estar ali, fazendo parte daquela história. Além do que, acima de todas as questões subjetivas envolvidas, é oferecido uma ótima estrutura para o artista apresentar seu espetáculo. Podemos dizer que é melhor que algumas grandes e famosas casas de show e festivais que encontramos pelo país.

Pois bem, o show foi lindo. O público dançou, interagiu, brincou e se emocionou. Dona Neusa, nossa amada anfitriã, que está sempre em nossas mais belas lembranças e recordações, subiu no palco e também fez parte do concerto. Para se ter uma ideia, o show foi tão bom, mas tão bom, que não quisemos nem voltar para o hotel. Acabamos nos instalado pelas salas do Caverna do Som e ficando alguns dias lá no Marback pra curtir um pouco mais essas pessoas e esse lugar tão especial.

O que temos a dizer? Vida longa ao Faustão Falando Sozinho, ao suingue do Irmão Carlos e O Catado, ao Marback, à Salvador e à iniciativas como essa, que visam levar música, cultura e boas mensagens as pessoas.

Confira o vídeo que o programa Soterópolis, da TVE, produziu sobre o "Faustão Falando Sozinho" no dia de nossa apresentação.

Isso é pouco perto do que temos a falar, mas é bem difícil conseguir passar pro papel, ou no caso, pro blog, tudo o que temos no coração. No mais gostaríamos de agradecer ao nosso querido amigo Carlinhos, à Dona Neusa e toda a sua família; à Paulinha e sua AlfaBottons; à Rogério Big Bross e ao Festival Big Bands; a todo mundo que a gente conheceu, conversou, riu e chorou; a toda as pessoas que compareceram, dançaram e se divertiram; e finalmente e especialmente a você que lê nossas histórias atrasadas.

Sendo assim, nos despedimos e prometemos voltar em breve! 

Ciao.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Cuidado com a zorra aí, sacana!



Olá!

Como anda você? Como a vida tem lhe tratado? Esperamos, muito sinceramente, que bem...

Hoje trataremos da primeira apresentação que fizemos na terra de Jorge Amado, Dorival Caymmi, Menininha do Gantois, Gil, Caetano e Ivete;

Hoje é o dia de falarmos da amada Bahia.

Ê Bahia! Bahia que não me sai do pensamento... Bahia de Castro Alves, do acarajé, das noites de magia do Candomblé...

Bahia de Feira de Santana e do seu Feira Noise Festival, cidade e evento que receberam o show da Mafiosa Famiglia no dia 5 de novembro de 2011, no Teatro de Arena do Centro de Cultura Amélio Amorim.

Pois bem, vamos à histórinha que você está ansioso para ler:

Era uma vez um dia de sábado. O Recife se encontrava radiante, belo e caótico como sempre. Logo após o almoço, em uma tarde iluminada, seguimos para o Aeroporto Internacional dos Guararapes. Lá nós pegamos o bonde - no caso, um avião - para a capital baiana. De Salvador, trilhamos os caminhos da BR-324 até a cidade que se intitula "portal do sertão".

Pronto, assim começou a nossa mini turnê pela Bahia! Olha que Zorra, sacaninha!

Sobre o evento: O Feira Noise Festival é produzido pelo pessoal do Feira Coletivo. O convite para apresentarmos nosso show em terras feirenses veio de Joilson Santos. Joilson é o cidadão que organiza as coisas por aquelas bandas além de fazer um blues no Clube de Patifes (Saquem o trabalho da galera clicando exatamente aqui, em cima do aqui).

Sobre o show: O local era magnifico. Foi a primeira vez que tocamos em um teatro de arena fechado e é sempre bom e muito bem vindo experimentar outros tipos e formatos de palco. Fizemos um espetáculo curtinho devido a extensa programação do evento e como sempre é e deve ser, foi intenso.

Registramos aqui os nossos agradecimentos a todas as pessoas que compareceram, que curtiram, que vibraram, que dançaram, que compraram nossos badulaques e a Joilson Santos e todo o pessoal do Feira Coletivo.

Agradecemos também as forças cósmicas da natureza, que ao sairmos de Feira, nos livrou de mais uma:

É que Lasserre, nosso irmão mais velho e contrabaixista, ao dar marcha ré no Sicilimóvel, quase derrubou a moto de um senhor um tanto quanto mal encarado. Ao constatar a situação, o delicado rapaz gritou:

- Êeeei! Cuidado aí! Quer derrubar minha zorra, é sacana?

Well, que até hoje jura de pé junto que não quis tirar onda com o cara, gritou com a sutileza que lhe é peculiar:

- Cachorro!? Que cachorro!?

Ainda bem que a moto do cara não corria muito.

Ainda bem pra ele...


Não sei, só sei que foi assim. Ciao!



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

BOTUCANTANDO!

Senhoras e senhores, bem vindos a mais uma aventura Siciliana!

Hoje é a vez de contarmos da nossa última passagem por Botucatu, no interior de São Paulo, para participar do Festival Botucanto, evento que já haviamos tido a honra de nos apresentar em 2010.

Dessa vez foi diferente; o Botucanto, dentre tantas coisas que compõe sua programação, é também uma mostra competitiva de música. Em 2010 fomos para competir no festival defendendo uma canção e em 2011, como vencedores do prêmio Botucanto, fomos apresentar o nosso show.

Precisa mensurar o tamanho do orgulho?

Voltamos a Botucatu cheio de intimidades. Parecia um lugar corriqueiro, mas que ao mesmo tempo tinha gosto de novidade. Revemos o queridíssimo Daniel - nosso anfitrião botucatuense - sempre a dar de sobra sorrisos e hospitalidade. Também reencontramos o Carneiro, grande baterista e colecionador, que dentre tantos feitos, tem o de ter nos salvado em nossa primeira aventura na capital paulista.

Conhecemos muita gente nova. Alguém até parecia uma amiga de infância de Babi chamada Málilka. Oxente! Era ela. Que mundo pequeno!

São tantas coisas que acontecem nesse pequeno grande mundo redondo e atrativo, que dá muito mais vontade de seguir em frente pra continuar nos admirando com suas surpresas.

Apesar de tudo ser tão lindo... estávamos bem tensos. Sabíamos da responsabilidade de voltar com um show depois de competir com uma música. E queríamos que tudo desse certo.

Saímos de madrugada, por volta de 2 ou 3 da manhã, para um show no mesmo dia de noite. Ia ser pesado!
Chegamos em Guarulhos 6 da manhã. Seguimos na rodovia para Botucatu. Como é normal de qualquer ser humano, assim que chegamos nos preocupamos em comer passar o som. Mas deu tudo certo. Graças a produção do evento que era de primeira e pela conspiração desse universo lindo que as vezes nos favorece. Ainda bem que ele estava do nosso lado nesse dia.

Achamos na internet um registro de alguém que estava curtindo nosso som e postou no youtube um pouco da nossa apresentação no Botucanto:


A melhor parte - que mandou embora toda aquela tensão que estava nos dando dor nas costas - foi a recepção calorosa que Botucatu nos ofereceu. Ao fim de nossa apresentação, nunca vimos nossa banquinha tão cheia! Palhetas, Bottons, Cds, Kits, adesivos... não paravam de sair. Ficamos bem contentes por estar deixando uma sementinha no lar de cada um, que ao olharem depois para aqueles objetos, lembrariam de nós e daquele dia.


A banquinha



Alexandre autografando



Nossa fã mirím


Ela saiu de bottom e tudo!



Lasserre fazendo a contabilidade


Thiago e Alexandre felizes com o resultado da contabilidade

Zé Geraldo

E a ainda teve o show do grande Zé Geraldo pra fechar o noite com chave de ouro (com o nosso amigo Carneiro no comando das baquetas).




Foi o primeiro show fora de casa, fora de nossos lares em Pernambuco e Minas Gerais, que fizemos no estilo "bate e volta". Viajar, tocar e voltar, de fato. Na verdade foi o primeiro show, digamos assim, bem distante, que tocamos e voltamos. Uma experiência interessante, pois percebemos que nossa produção está aumentando. Ao mesmo tempo lamentamos por não termos mais tempo de ficar na cidade para aproveitar.

Mas estamos aqui para trabalhar. E falando nisso... estamos atrasados para a pré-produção do disco. E temos que ir logo, pois queremos lançar esse disco no ano que vem no Botucanto 2013 =D 

Por falar nisso, Pernambuco está novamente no festival esse ano. Mas dessa vez a responsabilidade é do queridíssimo LENINE que se apresenta lá no dia 15 de setembro.

Um beijo e até a próxima!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Sicilianos em Paranavaí (PR): Um verso em cada fulô



A melhor parte de viajar pelo país, principalmente nesse festivais que participamos é, sem dúvida alguma, conhecer pessoas incríveis. Nessas aventuras pela estrada, ganhamos de brinde amigos de verdade, aprendemos muuuuuita coisa, com muuuuuita gente e nos deliciamos com o talento de muitos artistas. Experimentamos o mundo, ouvindo, vivendo e vendo por conta própria. E é assim que guardamos na placa mental aqueles encontros especiais que posteriormente fizeram muita diferença em nossas vidas.

Pois bem... estamos nesse lero-lero porque vamos falar de uma cidade chamada Paranavaí (PR), lugar onde, mais uma vez, conhecemos pessoas incríveis. 

Primeiramente, já que estamos falando daqueles que entraram pra ficar em nossas vidas, vale ressaltar que um grande amigo que conhecemos pelos festivais, chamado Jovelino Carvalho, foi a primeira pessoa que nos falou sobre um festival em Paranavaí que "era o bicho"! Com um forte sotaque mineiro, o amante dos festivais insistiu que nos inscrevêssemos no FEMUP, pois ele já havia participado do evento anos atrás com seu grupo Verde Terra e achava que era a nossa cara.

Sem titubear nos inscrevemos. Em 2010, famintos por mostrar nosso trabalho em novos lares, esperamos ansiosos o resultado dos classificados para o festival...

... não fomos escolhidos : (

Mas somos chatos. Insistentes. Somos sicilio-brasileiros que não desistem nunca. E missão dada é missão cumprida, mesmo que ela seja comprida e demore tempo pra acontecer. Mandamos de novo nosso material em 2011. E adivinha? Apresentação marcada para o dia 15 de outubro.

Diferente dos outros festivais da canção, o FEMUP não é uma competição. É uma amostra de música e poesia. Todos os escolhidos são premiados. E sabe mais? O prêmio maior é conhecer Paranavaí. 

Chegamos na cidade. Expectativas mil. Lugar charmoso. Direto pra passagem de som. Um teatro arretado!!! Expectativa aumenta. Tantas possibilidades... Que massa! Chegamos aqui, finalmente.
Uma mulher passava o som. Era Marcela Martins, uma cantora toda simpática que mais tarde confraternizaria conosco com cervejinhas e cantorias. Nossa vez de passar o som. Cacareco pra cá, pra lá. Extensão.... tomadas... Qual a voltagem daqui? Tira a sobra da voz. Calma! Ainda tem o sample. Pronto, agora sim. Hora de ir pro hotel. Não! Esquecemos de almoçar. É tanta correria... Mas é quase hora do jantar. Então vamos almoçantar. O restaurante do festival já estava nos esperando. Mas aonde fica?

Um homem para em um carro vermelho pra nos explicar o caminho. Ao abrir a janela, o perfume dele exala em todo nosso uno alugado. Era Amauri Martinelli. O organizador de festivais mais perfumado que conhecemos. Uma pessoa cordial, gente fina e... cheirosa. 

Após um banquete elegantíssimo de derrubar qualquer ser humano... hora de descans.... EPA! Tá quase na hora. Vamos nos arrumar pra ir pro festival. Babi ainda tem que passar o vestido. Tem que pegar o ferro na mala. Eita! Esqueceu o ferro. Palma, Palma, não priemos cânico. Acontece nas melhores famílias sicilianas.

Hora de tocar...






No camarim, conhecemos uma figura nova, Luíz Salgado, participante do festival. Cantador mineirinho, que assim como todo mineiro, é legal. Tão gente fina que trocou disco conosco, proseou e filmou nossa apresentação. Ele cantou sua "Décima de Reis" que também foi filmada por alguém, que também era gente fina e filmou nossa apresentação também :)  


 Viu o video? Sentiu? Depois daquela reação de ver o público do teatro inteiro de pé foi arrepiante, emocionante, poético e foda.



Um repercussão que superou nossas expectativas. Uma recepção maravilhosa. Puxa! Como o pessoal em Paranavaí é legal. Calma... ainda tinha mais...

Fomos para o restaurante. Todos os participantes foram pra lá. Era a hora de jantar, confraternizar e relaxar. Chegamos meio sem jeito; muita gente nos olhando; até que começaram a se chegar... "Parabéns", "Adorei", "Senta aqui". Até que apareceu um Torrente. Seu primeiro nome é Dorival. Ele com sua família nos receberam com um mega sorriso e nos conectamos. Ele comentando nossa apresentação e os amigos soprando que ele era artista e pai de artista. Pai de uma moça chamada, Uyara Torrente, vocalista da pipocada A banda mais bonita da cidade. E em meio a prosas e poesias... ele se revela. E declama: 


Deu pra entender o porque esse post começou tão empolgado sobre conhecer pessoas e lugares especiais, né? Sentiu o drama?

E se eu disser que ainda tem mais? 

A noite continuou... acabou... e emendamos com o novo dia. Mas ainda ficamos lá... no restaurante. Com toda a galera do festival. Tocando, cantando, conversando e se encantando pela viagem.

Até que chega um outro Torrente. Oxente! Dois? Isso! Era Sérgio Torrente. Outro artista dessa família. Tá no sangue. Sérgio é um artista popular e arte-educador. A cada conversa com ele, aprendíamos muito. Batemos um papo sobre teatro que foi muito importante para o nosso trabalho. Aprendemos. Ouvimos. Nos surpreendemos. Tantas histórias pelo mundo... Nos identificamos. 


Hora de voltar... Que pena. Já deu saudade. Tanta gente bacana, tanto trabalho legal. Mas a vida continua e temos que continuar na luta pra conhecer novas pessoas, novos lugares e até mesmo pra voltar. Oba! Voltar quando? Em breve :) 


E como diria o mestre Patativa do Assaré declamado lindamente por Dorival Torrente....

"E pra a gente aqui ser poeta
E fazer rima completa
Não precisa professor
Basta ver no mês de maio
Um poema em cada galho
Um verso em cada fulô"

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Eu preciso de um liquidificador em Recife

Próximo ao dia das crianças ganhamos o presentinho de nos reencontrar com os amigos da banda Graveola e o Lixo Polifônico, diretamente de Belo Horizonte. Dessa vez, bem distante dos últimos encontros em solos mineiros. A parada agora era em Recife, nossa casinha. 

E por falar em casa, foi exatamente em uma de nossas residências musicais que o reencontro em palcos do “Babeola e os Sicilianos Polifônicos” aconteceu. Foi no bistrô de música Casa de Seu Jorge.

Aproveitando a ocasião da turnê de lançamento do disco "Eu preciso de um liquidificador" pelo nordeste e de uma passada do “Grave” no Festival Coquetel Molotov, o produtor da banda e nosso querido amigo - quase recifense - Rafa "Chachá", sugeriu que juntássemos as trupes na segunda-feira, dia 10 de outubro de 2011 para fazer esse som. Um desafio, pois movimentações nas noites de segunda não são comuns aqui em Recife.

Mas ele estava contatando um serviço siciliano. E desafio é com a gente mesmo!


Depois de um hiato de apresentações em nossa cidade, esse concerto seria nostálgico por que além de matar a saudade dos shows em casa, iriamos relembrar os bons momentos em que dividimos o palco junto a galera do Grave.

Com um curto espaço de tempo para produzir tudo, foi árduo o trabalho de produzir o evento, desde a logística, contratação de serviços até a assessoria de imprensa. Mas valeu a pena. E muito. Mesmo com a equipe de sonorização que contratamos sumindo no dia... 

Mas isso foi detalhe... Como sempre, nos viramos em 10 -  ou melhor, em 20 - e conseguimos um som responsa na prorrogação.  Repito, valeu a pena cada aperreio.



Na segunda-feira a Casa de Seu Jorge estava lotada! Foi muito prazeroso tocar em Recife novamente. Na platéia estavam amigos, fãs, familiares, novos mafiosos e algumas pessoas que estavam nos assistindo pela primeira vez. Ainda contamos com a nossa queridíssima Lara Klaus dando um canjinha percussiva improvisada em “Na onda Moderna”. Coisa linda de se ver! 

Os amigos mineiros fizeram um show lindo e de arrepiar, pra variar. Chega bateu um “rói rói” no coração lembrando a fase boa que passamos por lá. Rafael Barros, Flávia Mafra, José Luís, Luiz Gabriel, Flora Lopes, Juliana Perdigão, Yuri Vellasco, Bruno Oliveira e o anfitrião Raphael Costa: obrigada a todos por entrarem em nossa vida e fazer parte dessa famiglia.

Continua no próximo episódio...


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Produção sem lei



Um dos frutos colhidos por nossa última turnê por São Paulo deu frutos mais rápido que a encomenda. Na passagem pela cidade cinza em julho de 2011, além dos tradicionais espetáculos executados pela nossa profissão de músico, realizamos um trabalho intenso de produção. Reuniões de pauta com casas de shows, jornais e revistas, entregas de material para diversos departamentos de programação, além de uma intensa pesquisa para efetuar a compra de equipamentos e adereços novos.

Em alguns locais que passamos, tínhamos encontros marcados ou conseguíamos na hora uma abertura na agenda do responsável para nos receber e ouvir nossas propostas. Em muitos outros locais, não tínhamos contato nenhum e nenhuma brecha sequer para falar nem com o porteiro, e íamos na “cara dura” deixar o material ali sem saber se chegaria às mãos de alguém. É assim que temos nos virado para fazer nossa produção e criar nossa rede de contatos: contatando.

Se não sabemos o nome do responsável, procuramos, perguntamos, pesquisamos e vamos atrás dele. Se não temos o telefone do cara, vasculhamos até achar ou procuramos outras formas de contato. Enfim, se não temos um QI (quem indique) lá dentro, damos um jeito de chegar em alguém e nos "auto indicar". É uma estratégia muito antiga, já expressa em ditos populares “Quem não tem cão caça com gato” ou adaptada para o universo musical “quem não tem colírio, usa óculos escuros”. 


Desde um tempo ouvíamos burburinhos de um tal programa “Segunda sem lei” da Transamérica, apresentado por Pitty, Beto Bruno (Cachorro Grande), Daniel Weskler (NxZero) e Paulo Miklos (Titãs). Eleito a Revelação 2010 na categoria Rádio pela Associação Paulista dos Críticos deArtes (APCA), o programa vai ao ar toda segunda às 21hs. Durante uma hora de duração esse trio solta uma seleção de músicas que servem como inspiração e influência de seus trabalhos, além de abrir espaço para novos artistas e exporem suas músicas preferidas.

Pois bem... Catamos o endereço da Transamérica e fomos lá deixar nosso material promocional com uma cartinha de apresentação. Deixamos na mão da recepção, endereçada aos apresentadores. Um tiro no escuro. Mas uma tentativa. 



No começo do mês seguinte, já de volta a Recife, pesquisando o que está rolando sobre a banda nas redes sociais, vemos no twitter do programa “Segunda sem lei” que tocamos na programação, no quadro “Aposta do dia”. Passamos batidos, não tivemos o privilégio de ouvir ao vivo esse momento. Mas o tiro no escuro acertou em alguém... e na pessoa certa. 


Missão cumprida.


Nesse nosso universo fonográfico, não existe uma forma única a ser seguida. Uma regra ou um a lei para se fazer produção e sobreviver nesse mercado . O que vale é trabalhar. Tentar. Fazer... que um hora esse trabalho te responde, mesmo que seja para ouvir um não... ou... sim.

E essa é moral desse post e desse universo sem lei que estamos vivendo. Não importa como, mas se você trabalhar de verdade, com dedicação e amor ao que faz, as coisas acontecem.  




Continua no próximo episódio...

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Santo Antônio da Patrulha-RS


Olá! Nós somos da Babi Jaques e Os Sicilianos e essa é mais uma postagem documental! (trilha estilo National Geographic)

É bom deixar claro que essa postagem será enorme, grande mesmo, então prepare os olhos e o coração, minhas caras e meus caros:

Estamos de volta e dessa vez pra contar um pouco de como foram as apresentações na 25º Moenda da Canção e no Fenacan 2011 em Santo Antônio da Patrulha-RS.

Pois bem, depois de alguns dias bem alegres em Porto Alegre, na tarde do dia 19 de agosto everedamos pela freeway em direção ao nosso destino, que segundo informações, figura no hall das quatro cidades mais antigas do Rio Grande do Sul. O caminho - que diga-se de passagem é um tapete - foi repleto de lembranças e ótimas recordações; no ano de 2010 tivemos a oportunidade de conhecer Santo Antônio e de participar da edição anterior de ambos os eventos, o que fora vivido por nós na época ficou bem gravado na placa mental e deixou muita saudade.

Viver a e na estrada é algo realmente singular. Todo dia, o dia todo é repleto de novidades e surpresas; o ser humano tem a oportunidade de conhecer os mais variados tipos de pessoas e se deparar com as mais diversas situações, tudo isso nos mais distintos cenários. Devido aos contextos das viagens e a nossa eterna transitóriedade, as relações que estabelecemos acabam se tornando bastante intensas, como se tivessmos que, em pouco tempo, conhecer e saborear tudo o que o outro tem para nos oferecer.

Na nossa primeira ida a Santo Antônio da Patrulha conhecemos uma linda família, e quando falamos linda, é linda mesmo; são lindos seus corações, suas intenções, seus sonhos, suas relações e sua vida. Sem conhecer, em uma madrugada de sábado, abriram sua casa, seu forno e sua geladeira para aqueles jovens perdidos, que estavam a exatos 3.682kms de seus domícilios. A breviedade do nosso encontro foi inversamente proporcional ao prazer e aos bons sentimentos compartilhados naquela noite. Ficaram as lembranças e a saudade de Everson, Carine, Marília e agregados.

Entretanto quis o destino e os curadores da Moenda da Canção que regressássemos para aquela querência. Assim que soubemos disso fomos logo nos escalando para ficar pertinho da geladeira e do forno da casa dos nossos amigos; e como tradicionais moendeiros que são - relembrando os velhos tempos em que o município não possuía hotel e os participantes do festival ficavam nas casas das familias - nos receberam no aconchego de seu lar e lá fomos nós nos espalhando, mais uma vez, pela vida das pessoas. Foi ótimo estar perto deles, conversar um pouco mais, sentir por mais tempo esse carinho, esse aprendizado e essa amizade.

Falando um pouco das apresentações: Na sexta-feira, dia 19, iriamos realizar nosso show dentro da programação da Feira Nacional de Negócios da Cana - FENACAN 2011, mas a chuva e o vento acharam por bem que não seria um bom dia para isso. Como não é de nosso feitío lutar contra as forças da natureza, aceitamos resignados e fizemos nosso concerto no dia seguinte. No sábado tocamos para os amigos patrulheiros e pra um tal de minuano, que é um "ventinho" de origem polar característico da região e que é muito frio, muito mesmo, ainda mais para nós que viemos de um lugar conhecido pela alcunha de Hellcife. Ao fim da apresentação se cogitou mudar o nome da banda para Babi Jaques e Os Picolés Sicilianos.


Outro compromisso do sábado era a nossa apresentação defendendo a canção "Hino a Ninkasi" na mostra competitiva Moenda da Canção. A Moenda é um evento muito bem conceituado no circuito de festivais da canção do nosso país; é muito bem organizado, tem um público que lota todos os espaços do ginásio onde acontece, possui um alto nível técnico de seus participantes e as canções são sempre interessantes. Em outrora o festival permitia apenas a inscrição e a disputa de canções nativista - leia-se: música tradicional do Rio Grande do Sul. Hoje, apesar dessas composições serem a grande maioria, na competição se aceitam obras de variados estilos e origens. Nossa presença em dois anos consecutivos comprova isso!

Em eventos que possuem o formato de disputa, geralmente cada artista sobe no palco e toca a sua composição, só ela, sem antes nem depois; a adrenalina vai lá em cima, você sai do palco sem entender muito o que tá acontecendo e o nervosismo consome o cidadão até o anúncio dos classificados para a final. Após a apresentação do Grupo Tholl de teatro e circo, foi dada a notícia: Pelo segundo ano consecutivo os mafiosos Sicilianos estavam na final e pela segunda vez esse foi o presente de aniversário da nossa irmã caçula Bárbara Jaques, que completou mais um aninho de vida no dia seguinte.


No dia 21, domingo, foi a final. Nem a expêriencia de ter ganho mais de dez prêmios dessa forma tira o frio na barriga e a moleza nas pernas. Contudo, independente da reação de nossos corpos, o show tem que acontecer; nos apresentamos e foi bom demais, a emoção sentida nessas horas é, de fato, viciante. Apesar de o intuito de nossas apresentações em festivais com esse formato ser o de difundir nossa arte, uma sensação de alívio muito grande ocorre quando, no anúncio dos vencedores, o nome do seu trabalho está relacionado. Pelo segundo ano nós levamos o prêmio de "Melhor Visual de Palco". O grande vencedor da noite foi um grande parceiro de estrada, o cantor e compositor Zé Alexandre com a sua "Água Boa de Beber".

São tantas histórias, tantos momentos, tantos detalhes que torna praticamente impossível lembrar e relatar tudo. Então, para partirmos, vamos começar os milhões de agradecimentos, desculpa se esquecemos alguém, não foi por mal:

Primeiramente a Carine, Everson (Lagarto), Marília e ao Gato (Hmmmm.... hahahha), pela amizade, recepção e o carinho. Ao nosso grande e exclusivo produtor em Santo Antônio da Patrulha, Alessandro Cardoso. Que nós conhecemos pelo nome de Sandro e/ou Sandrinho e achamos que combina muito mais com ele e com seu espirito atencioso e amigo! Ao mafioso Felipe Essy, a Andréa Carvalheiro, a produção do FENACAN, a todos da Moenda Associação de Cultura e Arte Nativa e a todos os Moendeiros.

Ah! O vídeo que abre o post é o da nossa apresentação na final da 25ª Moenda da Canção. Vejam e sintam um pouco da nossa emoção!

Por hoje é isso.

Ciao

terça-feira, 24 de julho de 2012

Um Porto Alegre


Bom Dia! Boa Tarde! Boa Noite!

Como você está? Está bem? É mesmo? E a família? E o coração? Hm...

Apois pronto, depois de entrarmos educadamente em sua tela e em sua vida, lá vamos nós com mais histórias ou estórias da estrada.

No dia 17 de agosto de 2011 nós desembarcamos pela terceira vez em Porto Alegre - capital do belo, amado, simpático, educado e amigável país estado do Rio Grande do Sul - para uma série de atividades que relataremos minuciosamente a seguir:

Na própria quarta-feira, dia 17, juntamente com os amigos portoalegresenses da Rocartê - uma banda muito legal, que exala em suas composições um aroma de música pernambucana e que está perto de lançar um disco novo - nós apresentamos nosso concerto no Divina Comédia Pub, uma casa muito linda que fica na "Cidade Baixa", famoso e tradicional reduto boêmio de POA.

Tocar em terras gauchas é sempre muito bom, o público que comparece está sempre atento, disposto e curioso para ver e participar do show, além disso temos o prazer de rever alguns grandes amigos da nossa máfia, dessa vez quem nos brindou com sua presença foi o grande compositor e apresentador Caetano Silveira (confira um pouco do trabalho dele aqui).

Na quinta-feira, dia 18, foi a vez de encontrarmos outro grande amigo siciliano, o Nylton Pakuski, também conhecido por Alemão, para gravarmos pela segunda vez o programa Radar da TVE do Rio Grande.

Alemão é daquele tipo de pessoa que é legal de graça... O cara ta sempre disposto a ajudar, cooperar, falar coisas boas e comprar a briga. Esse cidadão aí, nos seus mais de um metro de cabelo e quase isso de barba, sempre é o patrocinador-mor de nossas apresentações em Porto Alegre. O seu StudioAliens tem para locação o melhor e mais diverso backline do sul do país, lá estão reunidos alguns dos melhores equipamentos que existem no mercado. Ele sabe fazer feliz desde o artista de vaneira até o de metal extremo. Pra falar a verdade, quanto mais pesado for o som da banda, mais os músicos amam as escolhas de nosso amigo.

Pois bem, além do reencontro com nossos companheiros de estrada, foi bom saber que ainda conseguimos dirigir em Porto Alegre, foi bom rever essa cidade tão linda, foi muito bom nos preparar para a nossa próxima empreitada que será retratada no post seguinte e também foi ótimo rever a simpática senhorinha do restaurante que sempre almoçamos quando estamos na gaudéria capital.

Por hoje é isso. Ficam aqui nossos agradecimentos e nosso abraço ao pessoal da Rocartê, ao Alemão, ao StudioAliens, ao Divina Comédia e a produção do programa Radar.

Ciao

Em casa, sendo sucinto e sintético



Olá!

Após uma atribulada, diversa e divertida mini turnê, no dia 28 de Julho de 2011 foi a vez de retornarmos ao nosso habitat natural e tocarmos na Mauritzstad, na cidade Maurícia, na Mauricéia, na Veneza Brasileira, na Venéria Brasileira, na Hellcífilis, na nossa plurinomeada Recife.

O nosso show aconteceu no Café Porteño como parte da programação do Festival Musica y Tapas, que como sinaliza o cartaz foi "Um festival para degustar música e gastronomia".

Nem precisa dizer que foi ótimo tocar em nossa cidade, com a casa cheia e tendo como platéia a nossa familia, nossos amigos, nossos agregados e um monte de gente que nunca tinha visto o nosso show e estava pelo Café Porteño conhecendo e apreciando a culinária do local.

Pois bem, algumas vezes na vida a gente precisa ser sucinto e síntetico, parece que hoje nós conseguimos isso!

Sendo assim: Por hoje isso é tudo, pe-pe-pe-pes-pe-pessoal...

Ciao

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O poder de um sorriso...


Olá!

No dia 24 de Julho de 2011 foi a vez da Estância Hidromineral de Amparo, que fica no circuito das águas, no interior de São Paulo, receber o décimo show da nossa mini e multi nomeada Turnê.

Mas antes de falarmos da apresentação, nesse momento iremos voltar no tempo e regressar aos idos de 2009, quando tivemos a felicidade de conhecer duas figurinhas sem par que vinham da ainda longínqua Amparo. Para não nos alongarmos muito nessa novela, vai aí um resumo: essas duas se chegaram, entraram, dormiram e se instalaram muito rapidamente na pré-história Siciliana. Depois disso, foram cruciais para o início dessa nossa sina mambembe e sempre estiveram presentes em diversos momentos da nossa pequena, mas intensa trajetória. Podemos dizer sem medo que elas foram uma das primeiras cooptadas pela mafiosa famiglia. Ah! O nome delas? Elisa e Bruna, ou até então, as galegas de São Paulo.

Pois bem, Elisa - como é de costume - sempre nos falava das maravilhas de sua amada Amparo e de como a programação do Festival de Inverno de sua cidade combinava com nosso trabalho. Diante de tamanho incentivo, apresentamos nossa proposta à produção e tempos depois estávamos lá, firmes e fortes, para realizarmos nosso concerto na décima primeira edição do evento.

Tivemos a honra de nos apresentar no histórico "Palco da Rádio", um lugar com alma e vida, muito querido pelos cidadão amparenses e que fora inaugurado por ninguém menos que Milton Nascimento em meados da década de 70. Além de Bituca, já fizeram arte em cima daquele concreto alguns dos maiores músicos, interpretes e compositores da música brasileira.

Uma visão diferente do palco.

Após o nosso show - que diga-se de passagem, foi "arretado" - rolou o belíssimo espetáculo dos argentinos do "El Quinteto Carlos Buchardo" no "Palco do Lago".

Assistindo ao show do "El Quinteto Carlos Buchardo"

Como se não bastasse estar em Amparo, após um delicioso show, para um público atento e sedento por música, sendo recebido pela família de nossa amiga "Galega de São Paulo" no aconchego do seu lar, ainda fomos convidados para gravar, na manhã seguinte, o programa Som Independente da Rádio Cultura de Amparo, que foi primeira rádio municipal pública do estado de São Paulo e já recebeu algumas vezes, através da crítica especializada, o prêmio de melhor programação do Brasil.

Entrevista na Rádio Cultura de Amparo

Podemos dizer que, até então, foi a entrevista onde tivemos a maior liberdade para falarmos de nós, do nosso trabalho, da nossa turnê e das estradas e caminhos que percorremos. Foi emocionante.

Well e Zezé Di Camargo

Depois da entrevista, Lívia, irmã de Elisa e nossa anfitriã, nos preparou um delicioso almoço de despedida. De lá seguimos para nos perder, literalmente, diversas vezes no transito de São Paulo e finalmente voltarmos ao Recife, com ajuda do nosso amigo de fé, irmão camarada, Fábio Santos.

Se for pra se perder, que seja ao som do melhor do pagode.

Antes de partimos, gostaríamos de deixar registrado nossos mais sinceros agradecimentos a toda família Canola por abrirem suas casas e seus corações para os Sicilianos. Vai aqui também um obrigado todo especial para a grande violonista Lívia Canola, por todo carinho, paciência e cuidado despendido a nós, na nossa estadia. 

O mais curioso disso tudo é que Elisa não pode acompanhar nossa ida até sua cidade. A loura estava com seus pais pelo velho mundo, fazendo exatamente o que fazia quando nos conheceu.

Ah! Ai você nos pergunta: e o título do post? Pois bem, meu caro ou minha cara: Elisa entrou em nossas vidas depois de nos oferecer um sorriso, em um ônibus, em algum ponto da região metropolitana do Recife...

Sem mais para o momento, nos despedimos e prometemos voltar, pra Amparo e pro próximo post.

Ciao



segunda-feira, 18 de junho de 2012

Amy, o samba e o artista.


Olá, amada Famiglia Siciliana espalhada por esse mundo!


Hoje é dia de falarmos de Campinas, a maior cidade do interior do Brasil e palco da apresentação de número nove da nossa tourneé de meio de ano/Mezzo Inverno, mezzo verão/Norte-Sudeste.
Após merecidas férias com direito a calorzinho maneiro, luau sob as estrelas, banho de rio e todos os clichês que estão intimamente ligados a uma viagem ao Pará, retornamos ao frio que arde no inverno do sudeste brasileiro, no dia 23 de julho de 2011.

Logo após o show no 8º Festival de Rock da Lua Grande seguimos rumo à capital tocantinense, passamos por Brasília e 12 horinhas depois chegamos ao nosso destino.

Dentre tantas coisas, essa viagem a Campinas ficará marcado pela notícia que recebemos ao chegarmos em nossos aposentos provisórios: O falecimento precoce(?) de uma das nossas mais inegáveis influências, a cantora inglesa Amy Winehouse.


Como admiradores de seres humanos e da jovem britânica, ficamos bastante comovidos com a notícia e com a constatação de que, nesse plano, não seria mais possível vê-la ao vivo. Na época de sua turnê pelo nosso país, nós também estavamos exercendo nossa sina de artistas pelos palcos do Brasil varonil e não tivemos a oportunidade de presenciar esse momento. Diante de tudo, só nos restou dedicar a apresentação daquela noite à memória dessa grande e visceral artista.

O nosso concerto aconteceu na tradicional Casa São Jorge - um belíssimo bar que resgata e repensa a estética visual e gastronômica típica dos botecos - dentro da programação de aniversário da casa, que está sediada no distrito campinense de Barão Geraldo

Nos outros dias dedicados aos festejos, passaram pelo mesmo palco artistas como Neguinho da Beija-Flor, Dudu Nobre e Sandália de Prata.

Aí eu lhe pergunto: Você consegue identificar algum fator que una os três artistas acima citados? Tempo para a resposta! Tic, tac, tic, tac, tic, tac.... (Som de cigarra). Tempo esgotado, tempo esgotado... Se você falou que todos eles são artistas ligados ao universo do samba, a resposta está correta (ou pelo menos é a correta pra situação). É que a Casa São Jorge é um lugar dedicado ao samba, onde as pessoas vão parar ver samba, escutar samba e dançar samba.

O show, para variar, foi espetacular. É sempre bom subir em um palco e romper com a rotina e as expectativas das pessoas. Além da responsabilidade de fazer com que esse rompimento não se transforme em aversão ou animosidade, ainda há o fator mais importante de tudo: fazer chegar a mensagem nos seres vivos presentes, independente das circunstâncias.

Mensagem enviada, trabalho terminado, dezenas de Cd`s vendidos e a vontade de voltar. Gostaríamos de agradecer a todas as pessoas que fazem a Casa de São Jorge e esperamos retornar muito em breve.
Assim nos despedimos e prometemos voltar, sem muita demora, com mais um relato super-hiper-mega maneiro.
Ciao 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

8º Festival de Rock da Lua Grande: Venha até aqui!


A próxima parada da turnê, como dito anteriormente foi para Conceição do Araguaia. Depois de um longo - mas beeeem longo - trajeto para chegar à cidade, fomos rumo ao 8º show da turnê que seria no 8º Festival de Rock da Lua Grande.



Conceição do Araguaia fica no sul do Pará, já na divisa com o Tocantins. O que separa os dois estados é o belíssimo Rio Araguaia, que na época de Julho seca e forma as praias e ilhas de água doce. Do inverno friorento do Sudeste, partimos para o “veraneio” do Pará. Praticamente um choque térmico.


Conceição foi a cidade que nossa cantora Babi Jaques cresceu. Saiu de Recife pra lá aos mínimos 6 anos de idade e morou 11 anos por lá. Dessa vivência em terras paraenses que surgiram muitas músicas dela, como “Manakereki Baby Blues”, referência que a cantora faz aos artistas conceicionenses Zé Valdi e Manelão, que entoavam a canção “Tori... Manakereki... Tori...” que vem de uma língua  indígena e quer dizer “Homem branco, venha até aqui”. Essas duas figuras foram os grandes responsáveis pela iniciação da música na pequena Babi, e por tabela, responsáveis por essa máfia. Por isso, ao chegarmos ela fez questão de apresentá-los a toda a banda em um encontro inesquecível regado de muita prosa, música, aprendizado, cervejinhas, tacacá, churrasco, açaí e muitos mimos preparados por Dona Rhéa (mãe) e Dona Alice (avó).





Foi um dia realmente lindo e necessário. 

Infelizmente, não tivemos a oportunidade de repetir a dose, pois o grande Manelão faleceu ainda em 2011, deixando eternas saudades e admirações. Apesar de saber que ele estará sempre olhando por nós.



Enfim...
Tivemos um bom descanso, regado aos mimos da dona Rhéa e dona Maria Alice, mãe a avó de Babi. Foram dias de luxo para uma turnê tão corrida. Passamos 3 merecidos dias lá.




A nossa primeira apresentação foi no acústico do Lua Grande, uma prévia bem intimista, realizado na praia das Gaivotas, na barraca do Pauleno. A praia das Gaivotas é a principal praia do veraneio. 


O evento aconteceu a noite e foi muito bonito e especial tocar (música) e tocar os pés no Araguaia. Atravessamos o rio a noite morrendo de medo das arraias. Uma aventura boa de passar, pra se instigar mais ainda pra mandar um som pro pessoal. Foi uma prévia gostosa e contagiante.



O Festival de Rock da Lua Grande foi um evento realizado pelos amigos roqueiros da cidade, como intuito de disseminar o estilo em Conceição e abrir espaço para as bandas tocarem. O primeiro festival (e inesquecível) foi um marco muito importante para que despertasse em Babi e seu irmão a vontade de tocar. E juntos montaram uma banda que participaria de todas as outras edições do Festival. Até que um dia ao seguir rumos diferentes, Babi encontrou os Sicilianos e Pedro a profissão de educador físico concursado (hehehe). Assim, estava sendo muito especial para ela e para todos da banda, voltar a cidade, ao evento, com o nosso trabalho que de uma certa forma, nasceu em parte de uma semente plantada ali. Não precisa contar o quanto foi importante pra Pedro organizar esse evento, trazer a irmã e assisti-la, deixando o irmão extremamente emocionado (tão bonitinho chorando de alegria) durante o show.




O evento contou com uma estrutura muito bacana e uma programação  bastante diversificada. A “The Sholes” apresentou um trabalho muito bacana que agradou desde crianças a idosos. Mostrando a possibilidade que o Rock tem em atingir diversos públicos na cidade. Uma banda que junto com “Aqueles Caras” tem encabeçado uma reviravolta na cidade, criando o hábitos dos conceicionenses consumirem musical autoral. Estão ambas de parabéns por esse desafio de sucesso! Outras bandas legais que passaram pelo evento e vieram diretamente de Palmas – TO, foram “Thunder Rage”, “Maquinários”, “Punk Sematary”!

Tá curioso? O Blog Consciência explosiva fez a cobertura do evento. Saca lá!

Falando em Palmas, trocamos discos com o pessoal da banda La Cecilia, representada por Rafael Bertuol, que foi prestigiar o evento e as bandas. Um trabalho bem bacana da cena tocantinense.

Por enquanto é isso, pessoal! Em breve contaremos mais sobre nossas aventuras araguaianas, pois  nesse meio tempo já tivemos várias!

Muito obrigada a todos que fazem o Lua Grande pelo convite, recepção e construção. Em breve estaremos de volta para prosear, criar e tirar sons juntos na beira do encantador rio Araguaia!

Até logo!
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